segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Paraguai abate animais nesta segunda para conter foco de aftosa.

Além do sacrifício de gado, será realizada uma reunião entre o presidente e o conselho de ministros para avaliar a situação do país


O governo paraguaio realiza nesta segunda, dia 9, duas importantes ações para conter o foco de febre aftosa no país. O abate sanitário dos animais infectados está marcado para a manhã desta segunda, quando também ocorre uma reunião entre o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, e o conselho de ministros para avaliar a situação no país.

O gerente de emergência sanitária do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Animal (Senacsa, na sigla em espanhol), Manuel Barboza, disse ao jornal Ultima Hora que os 154 animais da fazenda Nazareth, onde foi confirmado o foco, serão sacrificados durante a manhã.

O trabalho deve se estender até o meio-dia e inclui outros 19 animais que tiveram contato com o gado infectado. O procedimento já havia sido adotado em setembro, quando o Paraguai registrou outro caso de aftosa, também no departamento de San Pedro. Na época, coube a atiradores do Exército a tarefa de sacrificar 821 bovinos.

As autoridades paraguaias também seguem com processo administrativo para apurar as responsabilidades pelo surgimento do novo foco. Se houver comprovação de que a falha foi do Senacsa, Gustavo Trugger, dono da propriedade terá direito à indenização. Do contrário, poderá ser punido.

Uma análise detalhada do impacto causado pelo novo foco de aftosa deve ser elaborada durante a reunião de Lugo com os ministros. Dirigente do Partido Colorado, Luis Alberto Castiglioni, tem criticado a administração.

– Se o governo continuar gerenciando de maneira pouco responsável a crise da febre aftosa, a suspensão da exportação pode se estender por longos anos, não apenas por 18 meses – afirmou Castiglioni ao Ultima Hora.

Rio Grande do Sul mantém barreiras na fronteira
Os quatro Estados do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) reavaliam nesta segunda as medidas adotadas desde a confirmação de novo foco de aftosa no Paraguai. O Rio Grande do Sul mantém fiscalização na fronteira com a Argentina.

– As medida tomadas são corretas – avaliou o chefe da Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura do Estado, Eraldo Leão.

Na sexta, dia 6, 11 animais em situação irregular – o número de cabeças não era compatível com os registros – foram apreendidos em duas propriedades de Novo Machado.




POSTADO POR FRANCISCO CAMILO/RURAL-BR.

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